O pré-natal correto é de uma peça-chave para uma gestação tranquila e bem amparada. "Para ter uma boa gravidez, é fundamental que se faça um bom pré-natal e que ele comece já no início da gestação", explica Mário Burlacchini, ginecologista e obstetra especializado em medicina fetal do Hospital e Maternidade São Luiz e professor da Universidade de São Paulo (USP). "É no pré-natal que vamos acompanhar o desenvolvimento da mãe e do feto. Nas consultas e exames, o médico também identifica possíveis anormalidades da gestação", conta.
Como parte dessa rotina, o obstetra faz o controle da pressão arterial da gestante, do líquido amniótico e de diabetes, entre outras avaliações. Também confere a saúde do feto - como a formação, ganho de peso e avaliação de possíveis doenças. Pode, ainda, constatar se a mulher tem algum problema que a impeça de entrar em trabalho de parto normal.
Gestação por meio de reprodução assistida
O pré-natal de uma mulher que engravidou por meio de reprodução assistida pode precisar de mais atenção por dois fatores principais: normalmente essas mães têm idade mais avançada e há chances maiores de acontecer uma gravidez de gêmeos.
"A gestação gemelar é considerada de alto risco, tanto para o feto - por conta de prematuridade e baixo peso -, quanto para a mãe - por conta do alto ganho de peso, pressão alta, diabetes e desconfortos na coluna", diz Mário. "Por todos esses fatores, o pré-natal tem que ser feito com mais atenção no que se diz respeito às consultas. E o acompanhamento por ultrassonografias tem que ser mais intenso", afirma.
O pré-natal bem feito
De acordo com o especialista, o médico tem que ser procurado assim que a paciente perceber a menstruação atrasada. Depois de confirmada a gestação, a mulher vai passar por uma série de exames: hemograma completo, tipagem sanguínea, glicemia, urina, parasitológico de fezes, papanicolau (se tiver feito a mais de um ano), sorologia para rubéola, toxoplasmose, HIV, sífilis e hepatites A e B.
Nos primeiros dois semestres, a gestante vai fazer ultrassonografias (para avaliar o desenvolvimento do feto e possíveis problemas de formações) e o exame de glicemia com sobrecarga - o teste constata a ocorrência de diabetes gestacional. As consultas ao médico são praticamente mensais.
Entre a 30ª semana e a 36ª, períodos finais da gestação, a frequência de consultas passa a ser quinzenal e, em alguns casos, semanal. Durante o período, o obstetra continuará acompanhando o bebê por meio das ultrassonografias e a mulher vai fazer novamente o exame para HIV e sífilis.
Além desses, a gestante vai passar por um teste de Streptococus do grupo A. Essa bactéria é parte do trato intestinal, mas, em alguns casos, pode se alojar no ânus ou na vagina. Caso isso aconteça, a bactéria pode transmitir uma infecção pulmonar ao bebê no momento do parto.
Fonte: Cross Content/ Terra